Manciola guaporicola (DUNN, 1935)
Mabuia / Lagarto
Hábito
Terrícola
Atividade
Diurna
Tamanho
8,5cm (Porte pequeno)
Hábitat
Campo Aberto
Identificação e Diagnose
Apresenta corpo cilíndrico e alongado com membros bem desenvolvidos e cauda longa. O comprimento rostro-cloacal (CRC) varia de 25 mm a 85 mm.
O dorso é caracteristicamente marrom-avermelhado, ornamentado com três listras longitudinais escuras. As laterais do corpo possuem duas faixas longitudinais de cor escura, margeadas inferiormente por uma faixa clara. O ventre é de cor creme, o que lhe garante uma excelente camuflagem em seu ambiente natural.
Diagnose: Escamas Supraoculares
Para não confundi-la com espécies muito semelhantes de sua família, a contagem de escamas é essencial. Ela difere da Notomabuya frenata por possuir duas frontoparietais (contra uma). Diferencia-se da Copeoglossum nigropunctatum pelas listras dorsais. O traço mais importante: difere da Aspronema dorsivittatum por possuir quatro escamas supraoculares (enquanto a Aspronema possui apenas três).
Dieta
Alimenta-se principalmente de artrópodes. Suas presas preferenciais incluem besouros, gafanhotos, percevejos, pulgões e cupins.
Reprodução
É uma espécie vivípara (o desenvolvimento dos filhotes ocorre inteiramente dentro do corpo da fêmea, não botando ovos).
Micro-hábitat
Vive junto ao chão, mas pode subir regularmente em troncos de árvores, rochas e cupinzeiros. Utiliza fendas para se abrigar.
Distribuição e Hábitat
Distribuição geográfica
Ocorre de forma nativa na Bolívia e no Brasil. No território brasileiro, sua ocorrência está concentrada na região Centro-Oeste do país.
Hábitat
Ocorre predominantemente em áreas de campo aberto, com forte associação à região do bioma Cerrado.
Comportamento
É uma espécie diurna e heliófila, ativa durante todo o dia (nos meses mais frios, concentra a atividade à tarde). A temperatura corporal média mantida é de 31,6°C. É relativamente sedentária, deslocando-se ocasionalmente entre manchas de sol e sombra para regular a temperatura enquanto procura alimento. Quando notada, congela para se camuflar, fugindo rapidamente para abrigos apenas se ameaçada.
Visualização de Ocorrência
Distrito Federal
América Latina
Bibliografia seleta
Vitt, L. J. 1991. An introduction to the ecology of Cerrado lizards. J. Herpetol. 25: 79-90.
Vrcibradic, D., and C. F. D. Rocha. 1998. The ecology of the skink Mabuya frenata in an area of rock outcrops in southeastern Brazil. J. Herpetol. 32: 229-237.
Mesquita, Daniel & Colli, Guarino & Jr, A. & Vieira, Gustavo. (2000). Mabuya guaporicola. Natural History. Herpetological Review. 31. 240-241.
Conservação
Menos Preocupante (LC)