Micrablepharus atticolus RODRIGUES, 1996
Lagarto-de-cauda-azul
Hábito
Semifossorial
Atividade
Diurna
Tamanho
4cm (Porte pequeno)
Hábitat
Campo Aberto
Identificação e Diagnose
Possui um corpo cilíndrico e alongado, com membros curtos e cauda longa. É uma espécie extremamente diminuta, com o comprimento rostro-cloacal (CRC) variando entre apenas 10 mm e 40 mm.
O dorso exibe uma coloração marrom-esverdeada. De cada lado do corpo existem duas faixas longitudinais brancas (uma dorso-lateral e uma lateral), que são margeadas de negro e separadas entre si por uma faixa longitudinal negra. O ventre é branco e, caracteristicamente, a sua cauda exibe um belíssimo tom de azul brilhante.
Morfologia e Diagnose: Possui membros anteriores diminutos com 4 dígitos e é completamente desprovido de pálpebras. Sua principal confusão é com o Micrablepharus maximiliani, mas difere-se deste pelo padrão de faixas laterais (o M. maximiliani tem menos listras brancas laterais definidas).
Convivência com Formigas Saúvas
Um dos traços mais fascinantes da ecologia deste pequeno lagarto semifossorial é a sua estreita relação com formigas-cortadeiras. Aparentemente, o M. atticolus é incrivelmente comum vivendo ativamente dentro ou nos arredores dos extensos ninhos subterrâneos das formigas saúvas (Atta spp.), utilizando as galerias artificiais para se abrigar e forragear.
Dieta
Sua dieta é baseada no consumo de artrópodes. Devido ao seu diminuto tamanho, foca em microfauna encontrada em meio ao folhiço e solo.
Reprodução
Ovípara. Reproduz-se gerando ninhadas extremamente pequenas de 1 a 2 ovos por vez. Os minúsculos filhotes nascem com apenas ~10 mm de corpo.
Micro-hábitat
Semifossorial. Vive no chão, embrenhado em meio ao folhiço seco, sob as moitas de capim e abrigado em ninhos de saúvas.
Distribuição e Hábitat
Distribuição geográfica
É uma espécie endêmica do Brasil e que aparenta ser estritamente restrita aos domínios do bioma Cerrado na região central do país.
Hábitat
Habita áreas campestres e abertas de Cerrado, vivendo sob a rica camada de matéria orgânica (folhiço) no solo.
Comportamento
Diurna e heliotérmica, é um predador incansável que forrageia em constante movimento pela serapilheira. Ao ser avistada por um observador ou predador, reage ficando imóvel e ondulando lentamente sua cauda azul brilhante. Essa estratégia serve para atrair o bote do predador para a cauda (que pode se partir, permitindo a fuga do lagarto intacto), ou mergulha agilmente pelo folhiço até encontrar a galeria subterrânea mais próxima.
Visualização de Ocorrência
Distrito Federal
América Latina
Bibliografia seleta
Rodrigues, M. T. 1996. A new species of Micrablepharus maximiliani (Squamata: Gymnophthalmidae), from Brazil. Herpetologica 52: 535-541.
Vitt, L. J. 1991. An introduction to the ecology of Cerrado lizards. J. Herpetol. 25: 79-90.
Vitt, L. J., e J. P. Caldwell. 1993. Ecological observations on Cerrado lizards in Rondônia, Brazil. J. Herpetol. 27: 46-52.
Conservação
Menos Preocupante (LC)