Tropidurus torquatus (WIED, 1820)
Calango / Lagarto
Hábito
Terrícola / Saxícola
Atividade
Diurna
Tamanho
14cm (Porte médio)
Hábitat
Campos e Áreas Urbanas
Identificação e Diagnose
Apresenta um corpo robusto e deprimido (achatado dorso-ventralmente), com membros longos e cauda relativamente curta. O comprimento rostro-cloacal (CRC) varia de 40 mm a 140 mm, com machos adultos sendo significativamente maiores que as fêmeas.
O dorso possui um fundo castanho ornado com diversos pontos negros e claros, que podem formar faixas transversais em alguns indivíduos. Uma característica marcante é a presença de uma faixa transversal negra no pescoço, margeada posteriormente por uma faixa clara (que tende a desbotar ou desaparecer nos indivíduos maiores e mais velhos).
Dimorfismo Sexual: O ventre é claro, mas a garganta é negra nos adultos. Os machos adultos se destacam por apresentar a face ventral da coxa e da cauda de cor fortemente negra.
Bolsas de Ácaros e Adaptação Urbana
Para não confundi-lo com o T. oreadicus e o T. itambere, observe o pescoço: o T. torquatus possui duas bolsas de ácaros rasas nos lados do pescoço (enquanto as outras espécies possuem bolsas únicas e profundas). Além disso, é o lagarto que melhor se adaptou à vida antrópica, sendo extremamente comum em quintais, jardins e escalando muros nas cidades.
Dieta
Principalmente insetívora (formigas, vespas, aranhas, besouros e larvas). Porém, indivíduos maiores tornam-se onívoros, ingerindo partes vegetais.
Reprodução
Ovípara. Reproduz-se intensamente na estação chuvosa. A fêmea deposita várias ninhadas anuais variando de 2 a 6 ovos (média de 4,8).
Micro-hábitat
Bastante versátil. Frequenta o chão, rochas, cupinzeiros e troncos caídos. Excelente escalador, sobe com agilidade em troncos de árvores e muros.
Distribuição e Hábitat
Distribuição geográfica
Possui uma distribuição bastante extensa, ocorrendo na Argentina, no Uruguai, no Paraguai e no Brasil. Em solo nacional, é amplamente distribuído e típico nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul (sendo ausente apenas na região Amazônica).
Hábitat
Ocorre em áreas abertas em virtualmente todos os habitats nativos do Cerrado. No entanto, é famoso por sua adaptabilidade, sendo extremamente comum e abundante em áreas urbanas ou alteradas pela ação humana, como roçados, telhados, quintais e jardins.
Comportamento
É uma espécie diurna, fortemente heliófila (adora banhos de sol) e territorial. Nos meses mais frios atinge pico de atividade entre 10h e 14h, e nos meses quentes é ativo de manhã cedo e no final da tarde (mantendo a temperatura do corpo em torno de 35,6°C). Passa grande parte do dia empoleirado estaticamente em um ponto elevado do seu território (uma pedra, tronco ou muro) vigiando a área. Quando detecta uma presa, lança-se em um bote rápido. Se ameaçado, tenta usar a camuflagem ou corre agilmente para a fenda mais próxima.
Visualização de Ocorrência
Distrito Federal
América Latina
Bibliografia seleta
Araújo, A. F. B. 1987. Comportamento alimentar dos lagartos: o caso dos Tropidurus do grupo Torquatus da Serra de Carajás, Pará (Sauria: Iguanidae). An. Etol. 5: 203-234.
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Bergallo, H. G., e C. F. D. Rocha. 1994. Spatial and trophic niche differentiation in two sympatric lizards (Tropidurus torquatus and Cnemidophorus ocellifer) with different foraging tactics. Australian Journal of Ecology 19: 72-75.
Giaretta, A. A. 1996. Lacertilia: Tropidurus torquatus (NCN). Home range. Herpetol. Rev. 27: 80-81.
Rodrigues, M. T. 1987. Sistemática, ecologia e zoogeografia dos Tropidurus do grupo Torquatus ao sul do Rio Amazonas (Sauria, Iguanidae). Arq. Zool., S. Paulo, 31: 105-230.
Conservação
Menos Preocupante (LC)