Tropidurus itambere RODRIGUES, 1987
Calango / Lagarto
Hábito
Terrícola / Saxícola
Atividade
Diurna
Tamanho
10cm (Porte pequeno)
Hábitat
Mata Fechada
Identificação e Diagnose
Corpo robusto e reduzido, com membros longos e uma cauda relativamente curta para a família. O comprimento rostro-cloacal (CRC) varia de 25 mm a 100 mm, sendo os machos adultos maiores que as fêmeas.
O dorso apresenta um padrão de camuflagem com fundo marrom-escuro ornamentado por diversos pontos negros e claros. O pescoço apresenta uma faixa transversal negra margeada posteriormente por uma faixa clara. O ventre é acinzentado, com a garganta negra.
Dimorfismo e Coloração: Machos adultos destacam-se por apresentar a face ventral da coxa e da cauda, o baixo ventre e a aba pré-cloacal de forte cor negra.
Diagnose: A "Bolsa de Ácaros"
Frequentemente confundida com seus "primos" simpátricos Tropidurus torquatus e T. oreadicus. Para além do seu tamanho menor, a forma mais segura de distingui-la dessas espécies é um detalhe morfológico muito específico: a presença de uma bolsa de ácaros profunda na região da virilha (característica ausente nas outras duas espécies).
Dieta
Essencialmente onívoro (com forte tendência insetívora). Alimenta-se de partes vegetais e uma grande variedade de artrópodes.
Reprodução
Ovípara. Cíclica (estação chuvosa). Fêmeas fazem múltiplas posturas ao ano, de 1 a 8 ovos (média 3.5). Maturidade alcançada perto de 55 mm.
Micro-hábitat
Terrestre/Saxícola. Vive no chão, mas adora empoleirar-se sobre rochas, cupinzeiros, troncos caídos e ocasionalmente na base das árvores.
Distribuição e Hábitat
Distribuição geográfica
É uma espécie endêmica do Brasil. Ocorre principalmente nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e no Distrito Federal.
Hábitat
É característica de áreas de Cerrado pouco perturbadas e áreas com fitofisionomias de matas mais densas/fechadas e afloramentos rochosos.
Comportamento
Diurna, heliófila e territorial. Sua atividade varia com a estação: nas horas mais quentes do dia no frio, e no início da manhã/final da tarde nos meses de calor (mantendo o corpo a ~34°C). Passa a maioria do tempo parada em um ponto elevado de seu território (como uma pedra ou tronco) em atitude de vigia. Quando avista uma presa, desloca-se rapidamente para capturá-la. Ao notar uma ameaça, fica imóvel para se camuflar ou corre agilmente para fendas de rochas.
Visualização de Ocorrência
Distrito Federal
América Latina
Bibliografia seleta
Rodrigues, M. T. 1987. Sistemática, ecologia e zoogeografia dos Tropidurus do grupo torquatus ao sul do Rio Amazonas (Sauria, Iguanidae). Arq. Zool., S. Paulo 31: 105-230.
Van Sluys, M. 1992. Aspectos da ecologia do lagarto Tropidurus itambere (Tropiduridae), em uma área do sudeste do Brasil. Rev. Bras. Biol. 52: 181-185.
Van Sluys, M. 1993. Food habits of the lizard Tropidurus itambere (Tropiduridae) in southeastern Brazil. J. Herpetol. 27: 347-351.
Van Sluys, M. 1993. The reproductive cycle of Tropidurus itambere (Sauria: Tropiduridae) in Southeastern Brazil. J. Herpetol. 27: 28-32.
Conservação
Menos Preocupante (LC)