Philodryas olfersii (LICHTENSTEIN, 1823)

Cobra-cipó - Guia de Serpentes
Philodryas olfersii
Dipsadidae

Philodryas olfersii (LICHTENSTEIN, 1823)

Cobra-cipó

Dentição

Áglifa

Atividade

Diurna

Tamanho

1,50m (Porte grande)

Hábitat

Florestas e Savanas

Identificação e Diagnose

Porte grande, podendo atingir 150 cm de comprimento, dentição áglifa, cabeça distinta do corpo, coloração verde lima, com listra longitudinal marrom com largura de 1 a 3 fileiras de escamas vertebrais, que se estende do pescoço até o fim da cauda; região dorsal e lateral da cabeça com coloração marrom-cobriço; listras de cor preta na região lateral da cabeça, que passa as órbitas oculares e se estende até as escamas das fileiras laterais do pescoço.

Principais dados de escamas: Escamas dorsais em 19/19/15, escamas ventrais 181-207, subcaudais 93-127, supralabiais 8 e infralabiais 9.

Pode ser confundida com Bothrops bilineatus, Philodryas aestiva, Erythrolamprus typhlus e Oxybelis fulgidus. Diferencia-se de Bothrops bilineatus por não apresentar fosseta loreal e uma cabeça em formato triangular, possui cauda preênsil e olhos sem pupilas elípticas inconspícuas. Distingue-se de Philodryas aestiva por não apresentar escamas quilhadas na região dorsal.

Comportamento Defensivo

Quando ameaçada, foge rapidamente com movimentos erráticos, morde ou se enrolar como uma bola.

Dieta

Serpentes, anfíbios, aves e pequenos mamíferos.

Reprodução

Ovípara.

Micro-hábitat

Semiarborícola.

Distribuição e Hábitat

Distribuição geográfica

Ocorre em quase toda a região da América do Sul com registros confirmados na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. No Brasil, distribui-se principalmente pelos biomas do Cerrado, Amazônia e Mata Atlântica, abrangendo o Distrito Federal e os estados como Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.


Hábitat

Vive tanto em ambiente florestal quanto ambiente savânico.

Mapa de distribuição em elaboração...

Bibliografia seleta

Arredondo, J. C. (2012). Revisão taxonômica do complexo Philodryas olfersii (Lichtenstein 1823) (Serpentes: Dipsadidae) [Dissertação de mestrado, Universidade de São Paulo]. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP.

Nogueira, C. C., Argôlo, A. J. S., Arzamendia, V., Azevedo, J. A., Barbo, F. E., Bérnils, R. S., Bolochio, B. E., Borges-Martins, M., Brasil-Godinho, M., Braz, H., Buononato, M. A., Cisneros-Heredia, D. F., Colli, G. R., Costa, H. C., Franco, F. L., Giraudo, A., Gonzalez, R. C., Guedes, T., Hoogmoed, M. S., … Martins, M. (2019). Atlas of Brazilian snakes: Verified point-locality maps to mitigate the Wallacean shortfall in a megadiverse snake fauna. South American Journal of Herpetology, 14(sp1), 1–274.

Hartmann, P. A., & Marques, O. A. V. (2005). Diet and habitat use of two sympatric species of Philodryas (Colubridae), in south Brazil. Amphibia-Reptilia, 26(1), 25–31.

Mesquita, P. C. M. D., Santos-Costa, M. C. dos, & Zanotti, A. P. (2013). Reproductive biology of Philodryas olfersii (Serpentes, Dipsadidae) in a subtropical region of Brazil. Herpetological Journal, 23(1), 39–44.

Sazima, I. (2008). Predation attempts on birds by the snake Philodryas olfersii prevented by mobbing mockingbirds. Revista Brasileira de Ornitologia, 16(1), 72–75.

Conservação

LCNTVUENCREX

Menos Preocupante (LC)

Nomes Populares

Boiubu Bojobi Caninana Cipó-Verde Cobra-Cipó Cobra-Cipó-Comum Cobra-Cipó-Listrada Cobra-Cipó-Verde Cobra-Corredeira Cobra-Facão Cobra-Papagaio Cobra-Verde Cobra-Verde-Lisa Corre-Campo Papagaia Papa-Pinto

Galeria

Universidade de Brasília (UnB), Departamento de Zoologia/Coleção Herpetológica (CHUNB) – Bloco A – Asa Norte, Brasília–DF, 70910-900 | Phone: (61) 3107-2902 | E-mail: …..

© 2024 Created by EquipeDEV