Hemidactylus mabouia (MOREAU DE JONNÈS, 1818)
Lagartixa-de-parede
Hábito
Antrópico
Atividade
Noturna
Tamanho
7cm (Porte pequeno)
Hábitat
Cidades
Identificação e Diagnose
Apresenta um corpo reduzido, membros desenvolvidos e uma cauda robusta. O comprimento rostro-anal varia de 20 mm até 70 mm, sem a existência de dimorfismo sexual evidente no tamanho.
A coloração do dorso é perfeitamente camuflada (acinzentada ou amarronzada), podendo exibir faixas transversais mais escuras. Sua pele é muito fina e coberta no dorso por grânulos (pequenos) e tubérculos (grandes). Uma característica notável é a total ausência de pálpebras.
Lamelas Adesivas: A superfície ventral dos seus dígitos possui lamelas muito desenvolvidas e divididas, uma adaptação evolutiva que permite a este lagarto escalar paredes e tetos lisos com incrível facilidade. No quarto dígito, essas lamelas não alcançam a palma ou a planta.
Espécie Exótica (Introduzida)
A lagartixa-de-parede não é nativa das Américas. Presume-se que a espécie foi introduzida no Novo Mundo acidentalmente por meio de navios negreiros vindos da África durante a época colonial. Com um enorme sucesso de colonização, tornou-se um dos répteis mais comuns nas residências brasileiras.
Dieta
Estritamente insetívora. Alimenta-se de artrópodes, sendo os itens mais importantes: baratas, grilos, gafanhotos, mariposas, tatuzinhos de jardim e formigas.
Reprodução
Ovípara. Ocorre durante todo o ano, com 2 ovos de casca calcária (~10 mm) por postura. Fêmeas podem depositar várias ninhadas anuais.
Micro-hábitat
Pode ser facilmente encontrada em frestas nas casas, telhados, sob a casca de árvores, em troncos caídos e em materiais de construção.
Distribuição e Hábitat
Distribuição geográfica
Possui distribuição cosmopolita, ocorrendo na América do Sul, África, Madagascar, Caribe e no México. No Brasil, ocorre em absolutamente todas as regiões e biomas do país.
Hábitat
Está sempre associada a hábitats antrópicos ou periantrópicos, sendo uma das espécies de répteis mais comuns nas residências e centros urbanos.
Comportamento
Possui hábitos noturnos e pode ser facilmente observada perto de fontes de luz (luminárias e postes) à espreita de insetos atraídos pela claridade. Passa boa parte do tempo imóvel, aproximando-se da presa lentamente para capturá-la com uma mordida rápida. Muda de coloração com facilidade, dependendo da cor do substrato.
Visualização de Ocorrência
Distrito Federal
América Latina
Bibliografia seleta
Kluge, A. G. 1969. The evolution and geographical origin of the New World Hemidactylus mabouia-brookii complex (Gekkonidae, Sauria). Misc. Publ. Mus. Zool. Univ. Michigan 138: 1-78.
Vanzolini, P. E. 1978. On South American Hemidactylus (Sauria, Gekkonidae). Pap. Av. Zool., S. Paulo 31: 307-343.
Vanzolini, P. E., A. M. M. Ramos-Costa, e L. J. Vitt. 1980. Répteis das Caatingas. Academia Brasileira de Ciências, Rio de Janeiro, Brasil.
Vitt, L. J. 1986. Reproductive tactics of sympatric gekkonid lizards with a comment on the evolutionary and ecological consequences of invariant clutch size. Copeia 1986: 773-786.
Vitt, L. J. 1995. The ecology of tropical lizards in the Caatinga of northeast Brazil. Occ. Pap. Oklahoma Mus. Nat. Hist. 1: 1-29.
Conservação
Menos Preocupante (LC)